De repente, não mais que de repente, lá estão Aécio Neves e o Loures livres, leves e soltos.
O ministro Marco Aurélio Mello, ao restituir Aécio ao Senado, disse, no seu voto, algo que foge da frieza esperada nas decisões judiciárias, ao afirmar que Aécio é dono de “uma carreira política elogiável”.
Mas vamos ao cerne da questão: a verdade é que Temer, com suas articulações que vão, claro, muitíssimo além do pode perceber nossa vã filosofia, agindo nos porões palacianos, manobrou para por “um freio” em Rodrigo Janot e, de uma tacada, consegui que dois personagens investigados a pedido da PGR (um deles, Loures, estava preso) fossem liberados, assim, num estalar de dedos.
Com isso, Temer agrada o PSDB, de cujo apoio precisa para vencer a onda de lama que lhe sufoca, e ainda se vê livre do risco de uma desastrosa delação premiada de Loures, homem de confiança do presidente e carregador da célebre mala com 500 mil reais.


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