Todo mundo ignorando (!) o óbvio
Vejo na TV e nas demais mídias, inclusive por parte de conhecidos comentaristas políticos, análises (sic) escandalosamente superficiais sobre a atual situação política/policial do País.
Pior do que superficiais, são análises feitas com base em normas e diretrizes parlamentares totalmente submissas a benesses do poder e, portanto, parciais ao extremo.
Vejamos: um comentarista do jornal Globo News, falando de Brasília, nesta segunda-feira, dia 18 de setembro, narrou, na maior naturalidade, as “armas e estratégias” do governo Temer para “neutralizar” as gravíssimas denúncias de Janot, com base em delações e provas. Disse, o comentarista, que o governo conta com apoio da base e aliados, “até porque já tem em mãos o arsenal em torno de R$ 1 bilhão para pagamentos de emendas parlamentares, além de nova distribuição de cargos.” E não teceu qualquer crítica, não fez qualquer análise desse absurdo, fazendo crer aos alienados que é “natural”, “faz parte do processo".
A verdade é que boa parte da mídia está fechadíssima com Temer, apostando numa “recuperação” econômica que, pelo visto, se existir, só vai favorecer a banqueiros e grandes empresários. Basta olhar as ruas, a miséria, a fome e as centenas de milhares madrugando em filas patéticas em busca de um emprego qualquer para notar que a pobreza e a desilusão só fazem crescer.

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