Joesley, o Brasil e os ladrões de galinha
Mais um grande circo montado pela grande mídia com a prisão de bandidos que saquearam o Brasil. Joesley e seu comparsa, isto é, sócio foram tratados com especial cuidado no processo da prisão e condução deles para Brasília. E a Globo, assim como, outras emissoras, trataram com naturalidade o argumento de que a ação especial e cheia de sigilos era para “evitar constrangimentos” à dupla que furtou o BNDES. E tentou obstruir a Justiça etc.
Corta para o ladrãozinho comum, que rouba um celular ou um quilo de carne, nesse Brasil afora. Ele é massacrado por repórteres sádicos, sensacionalistas, que não têm o MÍNIMO respeito pelo ser humano. Esse pequeno marginal é alvo de chacota, coação, execração pública, um espetáculo dantesco que nenhum país civilizado (não é nosso caso, claro) do mundo permitiria.
Então, está aí, inclusive no “inconsciente popular”, a idéia de que Joesleys, Renans e Geddéis têm que merecer respeito e reverência, enquanto quem porventura roubou um milionésimo (ou bilionésimo) que esses bandidos afanaram, deve ser execrado, principalmente se for preto e morar na periferia.
É um caso sem jeito, de verdade, essa droga de País. Com esse tipo de sociedade (incluindo aí gente que pode até ser vizinha do pobre coitado preto e pobre), não dá!

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