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sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Tirando da reta



Operação sai de baixo na tragédia baiana

Impressionante as declarações da Marinha, da Agerba e dos responsáveis pela associação integrada por transportadores de passageiros em lanchas de Mar Grande, logo após a tragédia anunciada que vitimou, até agora, 18 pessoas.

Todos foram unânimes em afirmar que tudo estava bem, que a lancha tinha sido vistoriada, estava legal etc. etc. E, claro, culparam o condutor, por não ter evitado a saída, e ponto final.
Ora, isso deixou no ar a idéia de que se outras tragédias ocorreram, essas autoridades voltarão a lavar as mãos, pois repetirão a ladainha oficialesca.
Sabemos muito bem que no Brasil, uma terra de ninguém e corruptos de marca maior, estar vistoriado ou ter alvará não quer dizer coisa alguma.
Tanto assim que a lancha, a Cavalo Marinho I, soçobrou diante de um mar que, comparado com o Canal da Mancha e outros realmente revoltos do mundo, não estava lá tão bravio.
Na verdade, o que falta mesmo, neste País, é seriedade para cuidar com honestidade e competência da regulação de serviços. Os recentes desastres náuticos são prova cabal de que a fiscalização é pífia e que a clandestinidade, sob seus mais diversos matizes, faz o que quer.
Aliás, vide as ruas de Salvador, onde vans e veículos particulares clandestinos trafegam livremente.

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